sábado, 13 de dezembro de 2008

Ato contra a morte de Nilton César de Jesus

Domingo deveria ter sido um dia de festa: um clube brasileiro pela primeira vez se tornava tricampeão nacional de forma consecutiva.

Mas o que deveria ser amplamente comemorado como o sucesso de uma nova fórmula de campeonato no Brasil acabou se transformando na repetição de algo que o país se acostumou a assistir desde há muito, algo que rememora os anos de chumbo da ditadura: o assassinato de um torcedor já rendido por um policial que, ao tentar abusar do poder pela sociedade nele investido com uma coronhada absolutamente desnecessária, atirou contra a cabeça da vítima.


O caso, como tantos outros, foi notícia por todos o país. Serviu, como sempre, pra chocar de uma forma paralisante. Quatro dias depois, Nilton César de Jesus, 26 anos, o torcedor baleado, faleceu no hospital no Distrito Federal, enquanto , o policial autor do disparo, recebeu o bônus do habeas corpus ao ser enquadrado por "lesão corporal grave".



Qualquer um que viu o vídeo do tiro pode perceber que a imprudência do policial claramente qualificaria seu ato como "homicídio culposo", ata sem a intenção de matar, mas que acabou matando. Mas a força política da corporação policial é grande, e o assassino está - e muito provavelmente continuará por longo tempo - solto.

O caso, infelizmente, não é único. No mesmo dia, outro torcedor foi morto a tiros na zona leste de São Paulo durante as comemorações do título. E tantos outros já morreram em tantos jogos pela história de nosso futebol.

A violência, entretanto, não é exclusiva do esporte, está em todo lado. Violência que começa quando a relação social mais comum entre duas pessoas é a de comando, de hierarquia, de força, algo que se transforma em risco de morte quando entram em ação armas de fogo.

No futebol, onde a aglomeração de pessoas por partida é enorme, tal violência se instaura com ainda mais facilidade quando se assiste uma militarização crescente de tudo que envolve o jogo: torcida impedida de levar faixas, preços de alimentos absurdos, ingressos falsos a torto e a direito, polícia que humilha e trata o torcedor enquanto bandido. E que entra em campo e leva jogador preso, como se viu no Recife por mais de uma vez em 2008, e que atira em torcedor desarmado e já rendido, como Nilton. Isso sem falar que o comandante da arbitragem paulista é um coronel da polícia.




Na Itália, a morte do torcedor da Lazio Gabrielle Sandri, em episódio bastante parecido com este de Brasília, causou revolta nos torcedores de todas as equipes do calcio, inclusive da rival Roma. Jogos foram paralisados e adiados ante a ameaça de invasão por parte das torcidas, em ação de protesto pelo assassinato sem sentido. O caso levou tanto o poder público quanto a federação de futebol de lá a ao menos parar para repensar as relações de força.

Aqui, no país pentacampeão do mundo, já tivemos, enquanto torcedores, inúmeras possibilidades de agir da mesma forma, e as desperdiçamos. Pensando nisso é que o Autônomos FC, equipe amadora de futebol de várzea, convoca os torcedores de todas as equipes a comparecerem com suas respectivas camisas a um ato em repúdio à violência policial e à militarização do futebol, domingo, 14/12, com concentração saindo da frente do cemitério das Clínicas e partindo para a Praça Charles Miller, onde acontecerá uma partida de futebol espontânea e livre em protesto à tentativa de controle de nossos corpos e mentes nos estádios do país e em memória de Nilton e de todos os torcedores mortos de maneira estúpida pela corporação policial.












Futebol é um lugar de festa. E festa não combina com botas, fuzis e capacetes, nem com proibições arbitrárias como as que perpetram nos estádios paulistas.

Em nome de todos os torcedores que querem um futebol mais democrático.

postado por Zau, mais um jogador do Autônomos, em busca de um pingo de democracia, real e intransigente.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

VAI COMEÇAR A RONALDOMANIA


nãeo se preocupe, amigo, os gols vão constaaaar... o Ronaldinho, acabou de chegar!!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

É, infelizmente, futebóu, pô!

Em 2008 foram incontáveis as vezes que seo Muricy Ramalho, em coletivas, demonstrou todo seu aborrecimento com a imprensa esportiva – to contigo Muricy! Assim, sem vontade, cansou de justificar as atuações mecânicas do tricolor dizendo: “é futebol, pô!”
Frase que quase nada quer dizer.

Méritos à imprensa. Perguntas que nada quer dizer só pode esperar respostas de tamanho nível.

Mas como isso é discussão pra outras bistequinhas e biritas, vamos falar desse, já característico, 3-5-2 tricolor. Tricampeão do Brasil, da América e do Mundo.

Em 2004, com a chegada do técnico Cuca, o tricolor passou a investir em nomes menos requisitados, mas qualificados. Jogadores como Fabão, Danilo e Grafite, chegaram do Goiás de 2003, treinado por Cuca. Além deles, chegaram, também em 2004, nomes como Rodrigo, Cicinho e Junior. Assim formava-se a base do time campeão da Libertadores de 2005: Ceni; Fabão, Lugano e Alex; Cicinho, Josué, Mineiro e Junior; Danilo; Luizão e Amoroso. Cuca já cultivava o forte 3-5-2, formando uma linha de zagueiros com Rodrigo, Lugano e Fabão. Explorava a velocidade de Cicinho e a qualidade na organização de Danilo.

Mesmo formando um time que buscava manejar bem a bola, Cuca foi demitido em mais uma desanimada noite de Morumbi. Diante da amargura de tão só 2.100 torcedores, Cuca deixou o comando tricolor após derrota de 3 – 2 para o Coritiba.

Para seu lugar chegou Emerson Leão e, enfim, o tricolor começou a ganhar jogos na medida em que a torcida esperava. Em 18 partidas foram 11 vitórias e 4 empates, com destaque para as goleadas de 7 – 0, 0 – 5, e 5 – 2 diante de Paysandu, Atlético-Mg e Botafogo, respectivamente. Estava consolidado o 3-5-2 pelas bandas do Morumbi. Rodrigo, Lugano e Fabão compõe a defesa. Cicinho e Júnior aliam juventude e experiência, força física e qualidade técnica. Na armação, Danilo dá conta do recado, apesar de nunca ter tido o reconhecimento da torcida. Grafite anotava os seus e Tardelli deixava a torcida com um pé atrás, mas seguia deixando os seus. O foco do investimento para a disputa da Libertadores estava claro: volantes e atacantes.

Já incorporados ao elenco de 2005, Josué e Mineiro começavam a se destacar logo no começo da temporada com a conquista do Campeonato Paulista. Luizão, se recuperando de lesão, vinha cavando um lugar no time de Leão. O 3-5-2 estava mais forte do que nunca, e fazia escola no Brasil. Ceni; Rodrigo, Lugano e Fabão; Cicinho, Josué, Mineiro e Junior; Danilo; Tardelli e Grafite.

Propostas vai, propostas vem... quem tem sentimento guarda algo que nem com mastercard, quem não tem guarda – ou não – apenas umas verdinhas.

Leão foi ao Japão.

Autuori veio ao Tricolor.

O novo treinador, sábio como só ele, obviamente não meteu o dedo em nada. Quer dizer, mais que isso, sacou das mangas uma alternativa ao ainda não confiável ataque tricolor. Luizão e Amoroso agora reeditavam a dupla bugrina semifinalista do Brasileiro de 1994. Além das mudanças no ataque, Autuori foi obrigado a mexer no sistema defensivo pois Rodrigo havia sido vendido. Alex tornou-se o titular.

Campeão da Libertadores e do Mundial, em cima do Liverpool, com gol de Mineiro, o time de Paulo Autuori passou por um ano sensacional, contabilizando também goleadas de 1 – 5 e 1 – 6 sobre Corinthians e Flamengo, respectivamente. Porém, após o título para japonês ver, Paulo Autuori ficou na terra do sol nascente. Portugal Gouvêa pensava em um novo nome para o cargo, eis que surge o de Muricy Ramalho, atual vice-campeão brasileiro.

Não gostaria de deixar passar que foi o Autuori quem primeiro escalou Hernanes no profissional, já em 2005.

Da base campeã da América em 2005, Muricy não contava com Alex, Cicinho, Amoroso e Luizão. Em compensação, chegou a dupla de ataque do furacão, Aloísio e Lima, além de Leandro, Alex Dias e Ricardo Oliveira. Edcarlos e André Dias(mais um ex-Goiás) incorporaram o sistema defensivo. Assim estava formado o tricolor campeão Brasileiro de 2006, forte em todos os setores. Na final da Libertadores com: Ceni; Edcarlos, Lugano e Fabão; Souza, Josué, Mineiro e Junior; Danilo; Leandro e Oliveira. A base do Brasileiro com: Ceni; Fabão, Miranda e André Dias; Ilsinho, Josué, Mineiro, Junior; Danilo; Leandro e Aloísio. O time ainda contava com Alex Silva, Lenilson, Ribeiro, Alex Dias, Richarlyson e o polivalente Souza, peça fundamental dessa conquista.

O vice no Paulista e na Libertadores foram compensados com o título nacional, conquistado com duas rodadas de antecedência.

2007 começou e o tricolor não tinha mais Fabão, um dos poucos remanescentes da Libertadores 2005. Em contrapartida, Miranda, Alex Silva e Breno se destacavam. Mineiro e Josué embarcavam para a Europa, enquanto Hernanes ganhava seu espaço. Jorge Wagner, Borges, Richarlyson, Hugo e Dagoberto foram as principais contratações da temporada. O 3-5-2 permanecia inabalável: Ceni; Miranda, Breno(André Dias) e Alex Silva; Souza, Hernanes, Rick e Jorge Wagner; Dagoberto, Leandro e Aloísio. Desta vez, 4 rodadas de desfile ao SPFW.

Infelizmente, 2008 é isso que vemos hoje. Um time limitado na hora de jogar, mas fortíssimo em seu esquema tático, guiado à 3 anos pelo mesmo treinador. Um time que sabe se defender como nos outros anos, e que só conseguiu ganhar um alento quando encontrou a dupla de volantes, qualificada ao nível de Mineiro e Josué, e o camisa 10, que não é nada de encher os olhos, mas suficiente para um campeonato onde Flamengo e Palmeiras venderam o título no decorrer do campeonato. Hernanes, Jean e Hugo deram alternativas de jogo para o São Paulo que dependia muito das bolas paradas de Jorge Wagner para conquistar os 3 pontos.

O time que não se propôs a jogar o ano inteiro, encontrou-se na metade do nacional. Tarde para tudo. Restava jogar o futebóu de Muricy e tirar a vantagem do líder e limitado Grêmio.
Um ano e meio depois, o São Paulo desconta a eliminação na Libertadores 2007. Um ano e meio depois, o Grêmio é vice denovo.

Tudo começou com o Cuca e a merda do Goiás, vamos aprender... vamos aprender...


ps. me desculpem pelos error gramaticais, esta tarde e o assunto é chatíssimo.
e essa semana trarei uma análise jogo-a-jogo da campanha do SP, vamos ver o que dá para aproveitar.

zau

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Por Gutemberg M. Tavares

Cobertura Esportiva no Rádio.
A televisão trouxe muita comodidade e a mágica das imagens, mas jamais terá o charme, a mobilidade, e a emoção proporcionada pelo rádio.

A história do rádio brasileiro no tangente a cobertura esportiva, mais especificamente futebol, é sinônimo de qualidade, alegria e emoção, seus personagens merecem admiração.

A começar por João Alves Jobin Saldanha, ou simplesmente João Saldanha, filiado ao Partido Comunista era polemico, foi radialista esportivo, técnico do Botafogo e da Seleção Brasileira. João Havelange o teria idicado, objetivando uma trégua com os jornalistas brasileiros, pois com Saldanha no comando da seleção, as críticas da imprensa diminuiriam.

Nos primeiros seis jogos, 100% de aproveitamento, mas devido a seu temperamento intempestivo e a supostas contradições ao então presidente Garrastazu Médici, Saldanha foi demitido e voltou a exercer a profissão de radialista esportivo. “Quem escala a seleção sou eu, quando o presidente escalou o seu ministério ele não pediu a minha opinião”, teria dito Saldanha, que enquanto radislista sempre criticava, jogadores, técnicos e clubes de futebol.

“Abrem-se as cortinas do espetáculo.”
Era assim que Fiori Gigliotti, uma das maiores lendas do rádio esportivo brasileiro, se não a maior, iniciava a transmissão dos jogos de futebol. Durante sua brilhante carreira participou de ao menos dez copas do mundo, era dono de um estilo único, falava do futebol de forma romântica.

“Fecham-se as cortinas.”

Em 08 de junho de 2006, às vésperas de mais uma Copa do Mundo Fiori faleceu, deixando um legado inestimável para o rádio brasileiro, e para àqueles que assim como eu pretendem seguir os caminhos da imprensa esportiva, inspiração.

Em homenagem a Fiori, Galvão Bueno iniciou a transmissão do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2006, fazendo uso da célebre frase imortalizada por Gigliotti, "abrem-se as cortinas e começa o espetáculo", o Brasil venceu a Croácia por 1 a 0.

Outro grande locutor esportivo foi Osmar Santos, que infelizmente teve sua carreira interrompida em 1994, após um acidente de carro que afetou seu principal dom, a Voz.

Osmar Santos é dono de diversos bordões que estão estabelecidos no futebol até hoje, um dos mais famosos é o apelido de “Animal”, dado a Edmundo, ídolo do Palmeiras e Vasco, outros como “Garotinho”“Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha” e um dos gols mais inesquecíveis do futebol "E que GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL”.

A lista com nomes de figuras importantes para o rádio esportivo brasileiro é enorme, só não maior que suas biografias, o que o leitor viu acima, nada mais é que uma fagulha, diante da imensa contribuição desses três mestres citados.

Não sou hipócrita ao ponto de dizer que trocaria uma transmissão do jogo de meu time na TV por uma de rádio, contudo não me queixo de maneira nenhuma quando o jogo de meu time é transmitido pelo rádio. No rádio você não vê nada do que está acontecendo, somente escuta um narrador ensandecido que não pára de falar um minuto, as pessoas tem medo daquilo que elas não podem ver, assim, o rádio leva as pessoas ao máximo de suas emoções.

Saindo um pouco das transmissões das partidas, gostaria de dar uma breve passagem pelos programas de debate sobre futebol. Em meio a baixa qualidade, excesso de propaganda e sensacinalismo encontrados nos programas de debate esportivo na TV aberta – Debate Bola – Mesa Redonda – Jogo Aberto, uma boa opção é acompanhar os programas esportivos pelo rádio.


Estádio 97

Dentre vários existentes, destaco o Estádio 97, transmitido pela Energia 97 FM, trata-se de um ótimo programa esportivo, pautado pelo bom humor, informação e gozações diversas. Mesmo com todo esse caráter cômico, o programa aborda assuntos sérios, como os bastidores do futebol, e vez enquando, coloca no ar alguns cartolas, cobrando-lhes explicações sobre diversos acontecimentos.

O ouvinte tem direito a dar opinião, participar empiracamente do programa, como “Estranho no Ninho”, o que torna o Estádio 97 mais democrátrico. O Estádio 97 serve como um divisor de águas no rádio esportivo brasileiro, cada time de São Paulo tem um representante, que da notícias de sua agremiação e defende seu time das gozações dos outros integrantes.

Fazem parte do time do Estádio 97: Sombra, não um chefe, mas líder da turma, São Paulino, logo pessoa de bom gosto e inteligente – Benja, representante da elite, também conhecido como GPS Man, Corinthiano, esse cara é engraçado, principalmente quando imita o Barbosa, é cheio de amigos influentes – Mano, vulgo menino do Benja, descontrolado e dono de opiniões nada comuns, também Corinthiano, luta pra ser odiado, mas so consegue ser admirado – Portuga, mais conhecido por ser dominado pela esposa, e imitador oficial do Estádio, sua imitação do técnico Luxemburgo é muito boa, torcedor da Lusa – RG 02, apelido dado por ser tão velho que é dono do RG02, o primeiro é de Jesus Cristo RG01, Santista, é o representante da velha guarda no programa – Domênico, O Gato, este é um fanático Palmeirense, dono de uma voz marcante e inconfundível, tem vasta experiência no rádio, são aproximadamente 20 anos.
Mano, RG, Benja, Sombra, Portuga e o Bá.
Ao fundo um verdadeiro "estranho".

Fazem parte ainda o repórter Mota, e integrantes da produção, Bá e Bento, vozes menos ouvidas, mas com fundamental importância. Outro aspecto interessante do programa é o seu DJ, mais conhecido como Broca Fumegante, é isso mesmo, Broca Fumegante, responsável pela trilha sonora do Estádio 97.

O Estádio não está livre do “merchan”, contudo o faz de maneira inovadora, não há intervalos comerciais no programa, os anúncios são feitos pelos próprios integrantes, nesse quesito quem mais se destaca é Benjamim, dada sua influência comercial e sua dacilidade de comunicação, é quase um: “milton neves do rádio”.

Quem quiser conhecer melhor, é só sintonisar em 97,7 FM, Energia 97 das 18h às 20h30, ou acessem o youtube e procurem por Estádio 97 no programa do Jô.

Pra quem gosta de futebol, mas acima de tudo gosta de rir, recomendo o Estádio 97.
Gutemberg Mendes Tavares

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Torcida Galoucura cultua assassino de Che

A torcida organizada Galoucura, maior organizada do Clube Atlético Mineiro e uma das maiores torcidas do Brasil vem idolatrando a figura do general René Barrientos por meio de bandeiras, camisas e até funk. René Barrientos Ortuño (1919 -1969) foi um general boliviano que, após promover um golpe de estado, governou seu país de forma ditadorial entre 1964 a 1969. Durante seu governo, nomeou o criminoso nazista Klaus Barbie como assessor dos serviços de inteligência de Bolívia. Teve apoio da elite de seu país e principalmente da CIA para executar o plano de assassinar Che Guevara.

Por Marcelo Buraco e Renato Ramos
Pior que empunhar a bandeira de um ditador, assassino, por meio de um funk a torcida ''comemora'' a morte de Che Guevara, símbolo da luta dos povos humildes e oprimidos, operários, estudantes e camponeses em todo o mundo.

É triste ver jovens, na sua maioria gente de origem simples, trabalhadores, afro-descendentes, moradores de bairros pobres, cultuando um símbolo da elite em detrimento da luta de um dos maiores expoentes da luta popular.

Che não representou uma parcela do povo sofrido, representou e lutou por ''todo'' este povo desprovido de condições dignas e massacrados pelo sistema dos poderosos, o capitalismo.

A perplexidade é maior ao constatarmos o potencial de organicidade e mobilização popular desta agremiação que realiza grandes festas populares pra exaltar a paixão ao grande Clube Atlético Mineiro e para tal conta com toda uma gama de diretores e líderes populares, que deixa transparecer que não se importam com a história popular e tão pouco com o que isto representa.

Em seu site oficial a torcida divulgou uma nota:

''O Conselho Administrativo do G.C.R.T.O. Galoucura deixa aqui de forma oficial, a explicação pelo uso da bandeira do General René Barrientos.
A Galoucura é uma agremiação de torcedores de futebol, não somos partido político e nem temos ligação com qualquer um, não somos movimento revolucionário ou nada do tipo.
A bandeira do General René Barrientos, idealizada por um dos membros do Conselho da Galoucura, tem apenas um objetivo: '' rivalidade''. Assim como o Galo come a Raposa, René acabou com Che, como o outro lado usa a imagem de Che.
Usamos a imagem de René Barrientos, mas a mídia e muitas pessoas com 'birra' da Galoucura já vieram dizer asneiras do tipo: Galoucura apóia a ditadura, Galoucura contra a Democracia.
Carregamos no sangue o orgulho de sermos Atleticanos, Brasileiros, Mineiros, a bandeira do René Barrientos atinge plenamente seu objetivo, a rivalidade, simples, pura e saudável''.

Ficam as indagações:

Saudável para quem?

Por que comemorar o assassinato de um líder do povo sofrido dos quais estes jovens fazem parte?

Por que não procurar um símbolo entre os grandes personagens com visão humanista e popular, que a própria Minas Gerais presenteou o povo brasileiro, para simbolizar a grandeza desta organização?

A constatação é que, ao se balizar apenas na rivalidade, a Galoucura desce os degraus da sua grandeza para se juntar aos inimigos da humanidade e do povo.

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=34953

postado por: Zau

terça-feira, 4 de novembro de 2008

ALELUIA IRMÃOS!

Até que enfim alguma autoridade com alguma noção de torcidas organizadas.
Vale muito apena.
Estou apressado, mas depois dou meus pitacos acerca.
não percam: http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2546&contentid=214684

sábado, 1 de novembro de 2008

A torcida é a cara do time.


Por Gutemberg M. Tavares

Em nome da democracia vamos equilibrar este tendencioso blog, que anda muito Corintiano.

Você que navega pelo “Nacoladocartola”, com certeza notou sua tendenciosa interface Corintiana. Não que a decoração esteja feia, pelo contrário a foto ilustrativa é quase uma obra de arte devido às feras registradas.

Contudo “nacoladocartola” é conduzido pelas mãos de uma dupla, Zau, responsável pela decoração do blog, obviamente ferrenho Corintiano e Gutemberg M. Tavares, um apaixonado torcedor do São Paulo, que neste ensaio não será menos tendencioso que seu nobre colega.

Aproveitando o grande prêmio Brasil de Fórmula1 e Felipe Massa, torcedor do São Paulo Futebol Clube, vou explorar a identificação torcedor-time e time-torcedor.

No domingo dia 02 de novembro – finados - pela primeira vez na história um piloto brasileiro irá decidir o título do mundial no Brasil, é ele Felipe Massa.


Felipe Massa, piloto da Ferrari e São-Paulino.

De comum com o São Paulo Futebol Clube a possibilidade de uma conquista inédita, o Tricolor Paulista pode ser o primeiro tri-campeão brasileiro, clube e piloto vivem momentos decisivos, porém o vitorioso time tem mais chances que o promissor Massa.

Ele terá apenas Interlagos para tirar uma diferença de 7 pontos, ou seja precisa vencer a corrida e seu oponente Lewis Hamilton chegar no máximo na 7º posição e assim não marcar mais que 2 pontos.

Tudo indefinido já que Massa larga em 1º e Hamilton em 4º.
Devido ao talento de Massa e a torcida São-Paulina ele será o campeão... Cobrem-me!
Para provar que a torcida e o time se identificam, baseio-me nestes dois pilotos, Massa São-Paulino e Rubens Barrichello, assumidamente Corintiano.

Rubens Barrichello ex-piloto da Ferrari
chorando após corrida, Corintiano.
Observando o momento dos dois é possível fazer uma analogia aos seus clubes de coração. Felipe Massa vive desde 2005 plena ascensão e este ano está no melhor time da Formula1, Rubens Barrichello, Corintiano viveu em 2008 a decadência e o ostracismo, situação comparada a vivida por seu time que neste ano disputou a Série B do Campeonato Brasileiro.

Desse ângulo, torcida e time se identificam.

Não quis com minhas palavras desconsiderar o time alvinegro, más o comparativo é válido, Rubens já foi grande, más foi superado, o Corinthians já foi o maior paulista hoje já não é. Assim é a vida.

Força Massa, força Tricolor - Tomara ter equilibrado o tendencioso “Nacoladocartola”.

Gutemberg Mendes Tavares.