quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Majestoso

Não faltaram atrativos para a partida de domingo, entre São Paulo e Corinthians.

No próximo domingo os amantes do futebol, e acima de tudo torcedores de São Paulo e Corinthians, terão a oportunidade de acompanhar mais um Majestoso, um dos mais belos clássicos do Futebol Brasileiro. A partida acontecerá no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o famoso Morumbi, casa do Tricolor Paulista, e a polêmica da hora é o número de ingressos que a diretoria do Tri Campeão Brasileiro, destinará ao Alvinegro do Parque São Jorge, serão apenas 10% do total de ingressos.

A briga entre a cartolagem dos dois clubes agita o clássico que já polêmico por natureza, quem sai perdendo com isso são os torcedores, em especial os Corinthianos. Quebrando um "Acordo de Cavalheiros", mas agindo respaldado no regulamento Juvenal Juvêncio está irredutível, pelo lado do Timão a diretoria divulgou uma nota onde repudia a atitude da diretoria do São Paulo, dizendo ser este ato, mesquinho e de time carente de torcida. Verdade seja dita o mais interessante para o Corinthians seria ter seu próprio estádio.

"No Pacaembu nos deixam no Tobogã, no Palestra e na baixada nos disponibilizam apenas 10%, não é contra o Corinthians, essa é a nova postura do São Paulo para com todos seus adversários, nos reservaremos um lugar generoso para o Corinthians". Disse JJ em entrevista.
A torcida de ambos os times esperam um ótimo jogo

Nos últimos anos este clássico vem se tornando um dos mais rivalizados do Estado de São Paulo, alguns dizem até que "São Paulo e Corinthians", já é maior que "Corinthians e Palmeiras", para mim os dois se equivalem.

O nítido crescimento da rivalidade entre as duas equipes, talvez seja explicado pela crescente evolução e superioridade, que o Tricolor do Morumbi vem obtendo em relação ao Timão.

Nos últimos dez anos, o Timão conviveu com seu maior tabu em relação ao rival Tricolor, foram aproximadamente quatro anos e dose confrontos sem vencer, também neste período, o São Paulo aplicou sua maior goleada sobre o rival, 5x1. Na oportunidade o argentino Daniel Passarela, então técnico do "Galático Corinthians" de Tevez e companhia, tornou-se mais uma vítima do Tricolor, no total cerca de 16 treinadores foram demitidos ou pediram demissão após perderem partidas contra o São Paulo, o detalhe é que o "hermano", foi contratado para substituir Tite, que também caiu após derrota para o São Paulo.

Do lado Tricolor algumas decepções ainda estão gravadas na mente de seus torcedores, exemplo disso são as duas derrotas seguidas na final do Campeonato Paulista de 2003, onde no primeiro jogo, Gil, calou a torcida Tricolor e marcou o gol da vitória por 3 a 2 aos 40 minutos do segundo tempo. No segundo jogo da final Jorge Wagner, hoje no Tricolor, fez às vezes de Gil e foi o carrasco do jogo, foram dele os dois gols da vitória Corinthiana, que venceu a partida por 2 a 1, sendo que o segundo gol foi marcado aos 43 minutos da etapa final, dessa forma o torcedor São-Paulino saiu derrotado de seu estádio, e o pior, para seu maior rival.

Dentro das quatro linhas o Tricolor terá seu primeiro teste de fogo, exceto por Rogério Ceni, a equipe entrara em campo com força máxima, buscando entrosar e afirmar o time para a estreia na Copa Libertadores da América, no próximo dia 18 contra o Independiente de Medellín.

Já o Timão tenta provar à torcida que em 2009 recompensará toda a dedicação prestada ao time quando da disputa da Série B do Brasileiro, e que essa equipe tem condições de conquistar títulos. Para a infelicidade geral, inclusive dos São-Paulinos, Ronaldo ainda não fará sua estréia, então o timão deve jogar com Souza, que anda em péssima fase.

Qualidade não irá faltar, as duas equipes estão bem fortes para este ano, do lado Alvinegro jogadores como, Chicão, André Santos, Douglas (se jogar), Morais, Otacílio Neto, Jorge Henrique, Túlio, William e o recém chegado Sérgio Ariel Escudero merecem destaque, já o Tri-Campeão Brasileiro por conta das últimas conquistas tem em seu plantel nomes ainda mais consolidados, Hernanes, Rogério Ceni (se jogar), Rodrigo, Miranda, André Dias, Zé Luiz, Jean, Jorge Wagner, Wagner Diniz, Arouca, Borges, Dagoberto e Waschington, vão dar trabalho ao Timão. Analisando os jogadores das duas equipes, fica evidente que o São Paulo tem um elenco melhor, contudo por ter iniciado sua preparação ainda em 2008, o Timão esta mais entrosado.

É torcer para que o bom futebol impere e que no domingo aconteça um belo jogo, daqueles que marcam história, o São Paulo consolidado e procurando manter-se no topo do Futebol Brasileiro e o Timão ressurgindo após a queda para Série B, promete ser um belo espetáculo.

Sempre disputado o clássico do próximo domingo não promete ser diferente

Na torcida, de um lado temos os São-Paulinos confiantes e convictos de que tem um time melhor, do outro os torcedores Corinthianos com sede por devolver as provocações feitas pelos rivais, que tripudiaram sobre seu rebaixamento.

Sendo assim me resta desejar que vença o melhor, ou melhor, que vença aquele que jogar melhor, pois se eu afirmar que desejo que vença o melhor estarei sendo muito parcial.

Por Gutemberg M. Tavares

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Diary

http://www.lrb.co.uk/v30/n20/runc01_.html

David Runciman
When I was younger I used to support a football team that no longer exists, called Wimbledon FC. They played at Plough Lane, a small, ramshackle ground in an ugly bit of South London (some way off from the Wimbledon where the tennis happens), and they played a rough, rumbustious style of football that didn’t endear them to outsiders but warmed the hearts of their fans, especially when it enabled them to turn over fancier, more fastidious teams, who often seemed to perform at Plough Lane as though they had clothes-pegs on their noses. I didn’t choose Wimbledon because of any local connection (I grew up in North London) but because I had seen them on TV in the mid-1970s, where they featured as non-league FA Cup giant-killers, or at least giant-stunners, holding the mighty Leeds United to a goalless draw before losing 1-0 in the replay. When Wimbledon were invited to join the Football League in 1977 as part of the old Fourth Division – this was when teams had to wait to be asked into the league rather than being promoted automatically – I started to count myself a fan, and to make the long journey to the end of the District Line to watch them play against sides like Rochdale and Darlington. After only two seasons in the Fourth Division they managed to win promotion to the Third, but the next season they were relegated back down. The same thing happened over the following two seasons, a promotion immediately followed by a relegation. By the early 1980s, Wimbledon, with regular crowds of just a few thousand and a team of solid but unspectacular players, seemed to have found their level, about two and a half divisions below the summit of English football.
Then something completely unexpected (at least by me) happened. Wimbledon’s promotion in 1983 was followed straightaway not by relegation but by another promotion, and after just two seasons acclimatising themselves to the Second Division, they got promoted again, to the First Division. Suddenly I found myself going to Plough Lane to watch Wimbledon play teams like Manchester United, Arsenal and Liverpool. League football occasionally throws up extraordinary rags-to-riches stories like this, but as a fan, even while you relish your good fortune, you know it can’t last, just as you know the riches are largely illusory, and will be frittered away. Carlisle United had done something similar a decade earlier, rising in quick succession from the Fourth to the First Division, before just as rapidly making the journey all the way back down again. I felt sure Wimbledon would follow this path. True, attendances at Plough Lane went up sharply and it sometimes became very hard to get a ticket (when I first started going you could walk from one side of the home terrace to the other in order to get away from any trouble without difficulty, though trouble at Plough Lane was pretty rare). But the demand was usually from supporters of the away team, who often outnumbered the home fans, and the ground’s tiny capacity – just 15,000, of which only 2000 were seated, the rest standing – made it all too easy to fill. Wimbledon, for all their determination to make life as uncomfortable as possible for teams grown fat on the high life, simply couldn’t compete with the giants of English football, who would eventually send them back where they belonged. I waited for this to happen with what I thought was perfect equanimity.
But I was wrong. Wimbledon thrived in the First Division, and stayed there for a scarcely believable 14 seasons. In 1991 the club had to move to Selhurst Park and share a ground with Crystal Palace, once it became clear that Plough Lane could not be adapted into the sort of all-seater stadium required in the aftermath of the Hillsborough disaster. A year later the First Division turned into the Premier League and the money really started to flow into the big clubs, making Wimbledon’s position, without even their own ground, ever more precarious. Yet still they survived, although to this day it remains hard to know how they managed it, without any obvious means of support. Like all smaller clubs they had to sell on many of their best players (including the outstanding Nigel Winterburn to Arsenal), but eccentricity or notoriety meant that others remained with the side long after they became the focus of attention. One was John Fashanu, an astonishingly crude player and an extremely articulate man, who went on to achieve further fame as a TV presenter and further notoriety when he was implicated in a match-fixing scandal from which he was eventually acquitted (he currently presents the Nigerian version of Deal or No Deal). Another was Vinnie Jones, the cartoonish hard man of the team who has since managed to make a good living in Hollywood playing cartoonish hard men in gangster movies (which indicates he wasn’t as dumb as he looked). Fashanu and Jones were two of the most heartily despised players of their era, and they both played in the match that captured the essential absurdity of the Wimbledon story, for fans and non-fans alike: the 1988 FA Cup final, in which they faced Liverpool, then the best team in England, and beat them 1-0.
I had to watch that game on TV, having tried and failed to buy tickets from touts outside Wembley Stadium (there were far too many Liverpool fans, willing to pay ludicrously inflated prices). But I was at the semi-final a few weeks earlier to see Wimbledon beat Luton Town 2-1 at White Hart Lane, and that was the most fun I have ever had at a football match: a raucous, hilarious, ecstatic confrontation between two overachieving sides whose supporters could barely fill Tottenham’s ground between them. When Wimbledon went on to win the final, I expected to feel something similar, and by rights even better. But I didn’t. Instead, after the shock had worn off, I realised I was a little disappointed, because for Wimbledon to actually win the FA Cup, with their clumsy, crass brand of football, barely a decade after they had arrived in the Football League, came uncomfortably close to making a mockery of the whole thing. Deep down I felt sorry for Liverpool, who deserved better than to be mugged by such a nasty little side, in a way I hadn’t felt remotely sorry for Luton Town, who were really no different themselves.
Over the next few seasons I started to lose interest in Wimbledon, going to fewer and fewer games, and when they moved to Selhurst Park I stopped going altogether. If people asked me who I supported I began saying no one, or that I used to support Wimbledon. When they asked why I stopped, I would sometimes say that after Wimbledon won the FA Cup there didn’t seem much point in carrying on, but I realised how precious and stupid this sounded, so I gave up trying to explain. To tell a real football fan you have lost interest in your team for whatever reason, never mind because their success so far exceeded your expectations as to make you feel uncomfortable, is the same as saying you were never a real fan in the first place. It’s like telling a smoker that you found giving up cigarettes easy and were relieved to be shot of them (something I also discovered around the same time), which simply means you never really were a smoker, even while you were puffing away.
Still, I was glad I never was a real football fan when I saw what happened to Wimbledon. The new financial realities of English football – to those who have shall be given more, and for the rest there will be the scraps to fight over – finally caught up with them in the 1999-2000 season, when they were relegated from the Premier League. Unable to get either the planning permission or the financial backing to build a new stadium for the club in South London, the owners floated the radical solution of relocating somewhere else entirely, from where they could expand their fan base and secure the club’s future. To the outrage and consternation of Wimbledon’s supporters in South London, the place they eventually chose was Milton Keynes, a fast-growing town in the middle of England without its own League football team. The Football Association, who might have been expected to block the move, waved it through (though the then chief executive of the FA, Adam Crozier, called it ‘an appalling decision’). Unsurprisingly, once it became clear the club was planning to abandon its local fans, attendances collapsed and Wimbledon’s financial position became a whole lot worse. In 2003 the club went into administration. The following year, playing their home games at the national hockey stadium in Milton Keynes, the team were relegated again, to what was now called League One, but was in reality the old Third Division. At this point, Wimbledon FC was bought by a music promoter and resident of Milton Keynes called Pete Winkelman, who changed the side’s name to MK Dons. In 2006, MK Dons were relegated once again, down to League Two, the old Fourth Division that Wimbledon had joined less than thirty years earlier.
Fans of other teams from across the country, many of whom had spent the best part of two decades loathing Wimbledon, suddenly got a glimpse of their own possible futures in the club’s demise, and started to protest about Wimbledon’s fate. No League football club had ever been taken away from its fans by its owners like this, though it had often happened in the United States, where franchises can be moved across the country by owners searching for new and more lucrative markets. One of the most famous of all baseball teams, the Brooklyn Dodgers, became the LA Dodgers in 1957, just after their near neighbours the New York Giants became the San Francisco Giants, whose not-so-near neighbours they now are out in California. Compared to these transcontinental upheavals, the relocation of little Wimbledon seventy miles north hardly registers, but it seemed to hint at the coming Americanisation of English football, with traditional loyalties suddenly at the mercy of carpetbagging businessmen, for whom a club might be a name but nothing more. Who would be next to find their beloved local team disappearing over the horizon?
Looking back four years on, it’s clear football fans were right to be worried, but they were worrying about the wrong thing. Geographical relocation has never been much of an option for English football teams because there aren’t many parts of the country that don’t have a team already (baseball moved west and south in the 1950s and 1960s to follow the tens of millions of people who were moving the same way). Milton Keynes was almost unique in representing a largish population centre, with good infrastructure and transport links, and no team to support within 25 miles (Luton Town is the nearest). There are parts of England, particularly the South-West and East Anglia, whose populations have grown in recent decades and where league football clubs are pretty thin on the ground. But these population movements have been relatively small-scale and well dispersed, so it’s not obvious which towns need a professional football team that don’t have one already. Where would a club looking to make a fresh start move to? Falmouth? St Ives? Camborne? It hardly seems worth it. Outside England is a different matter; before settling on Milton Keynes, Wimbledon’s owners seriously considered the possibility of relocating to Dublin. But nothing came of it, not least because the English and Irish FAs couldn’t agree on the way to treat the anomaly of an Irish club in the English league.
Nevertheless, despite the inherent difficulties of detaching English football teams from their geographical locations, the carpetbaggers have arrived. A year before Pete Winkelman acquired Wimbledon FC, another successful businessman, Roman Abramovich, bought a neighbouring club, Chelsea FC, and began the process of turning them into an international powerhouse, all the while treating them as his personal plaything. Since then, almost all of the biggest teams in England have acquired foreign owners: Manchester United, Liverpool and Aston Villa have Americans in control; Arsenal are being fought over by the American Stan Kroenke and the Uzbekhi tycoon Alisher Usmanov; West Ham belong to Icelanders, though at the moment that probably means they are in the hands of the creditors of the Icelandic banking system; Portsmouth appear to belong to the Russian Aleksandr Gaydamak (though no one can be quite sure); and now Manchester City has been acquired by Abu Dhabi United Group for Investment and Development, making it the wealthiest club in the world, or at least the club with the wealthiest backers, which may not be the same thing. None of these teams has needed to move to follow the money. Instead, the money has come to them.
What these new owners seem to want from English football is a stake in a glamorous and dynamic business with vast global appeal. This means many Premier League football teams have been relocated in recent years without having to change their physical base (though some of the more foresighted ones, like Arsenal, have shifted a few hundred yards down the road to bigger and plusher stadiums): they have simply moved into the global economy, where they can be marketed as international brands. Indeed, for the purposes of marketing, local roots are important: clubs like Manchester City, with its passionate fan base, are an excellent vehicle for owners with ambitions that extend way beyond Manchester. Frankly, it looks much better on TV to have a stadium full of fans who really seem to care, rather than one in which the fans have started to treat the club as a lifestyle accessory in much the same way as its owners (this has been Chelsea’s problem, which is one reason they are struggling to match the global appeal of the clubs from the North-West). International finance wants the whole package when it comes to an English football club: the sense of history, the full-throated supporters, the feeling of excitement. The name is by no means the essence of the brand, and may even be the one thing that is dispensable, or at least adjustable. When the new owners of Manchester City first paraded their acquisition, they posed with sky-blue City shirts that said Abu Dhabi United across the back. The truth is, it’s more likely that a team called Abu Dhabi United will end up playing in Manchester than that a team called Manchester City will end up playing in Abu Dhabi. The first star player to be recruited with Arab money, the Brazilian Robinho, bought from Real Madrid for a scarcely credible £32.5 million, summed up this new reality when he announced on his arrival in Manchester how pleased he was to find himself at Chelsea. Frankly, it doesn’t much matter if the players don’t know where they are, so long as the fans are there to welcome them. What these new owners want is a club with a clear sense of identity, around which they can construct their own elaborate fantasies.
So the supporters still count for something. The awful prospect that opened up after Wimbledon’s move to Milton Keynes, of impatient owners retaining bits of a club’s name but trading in the fans of one place for a more docile set somewhere else, has receded. Liverpool, for example, desperately need a new stadium, but they also desperately need that new stadium to be somewhere in Liverpool. Even the club’s American owners seem to understand that a move to Dublin, say, is out of the question, though Liverpool FC could fill a stadium in Dublin at least as easily as they could fill one on Merseyside. Instead, the likeliest outcome for owners who wish they could escape from the hold a particular geographical location has on a club, is that they simply walk away, and hand the club back to its supporters, or at least what’s left of it. Newcastle United, which was bought last year by the sportswear tycoon Mike Ashley, who had until that point been a Tottenham fan, is now once again on the market, with Ashley’s representatives touting the club around the Middle East and Africa, looking for someone to take it off his hands. Ashley has fallen out with the Newcastle fans, whom he had spent the last 12 months trying to placate by sitting with them at away matches, wearing the team shirt to games, sacking the unpopular Sam Allardyce as manager and replacing him with local hero Kevin Keegan. But all he succeeded in doing was inflating expectations, along with the club’s wage bill, so that now he can’t afford to keep the club going, and can’t risk going to games for fear of having the shirt ripped off his back.
In his desperation, Ashley has recruited the former Wimbledon boss Joe Kinnear as interim manager, someone who once performed the gravity-defying feat of keeping Wimbledon in the Premier League, but who now looks like a relic of a more innocent, although a cruder, age. At the time of writing, Newcastle are third from bottom of the Premier League, and it’s perfectly possible in the current economic climate that Ashley will fail to find a buyer, or have to offload the club on the cheap, with the result that the team fail to pick up form and find themselves being relegated at the end of the season. At that point, anything is possible. The last few months have shown that big institutions, with strong local roots and a seemingly loyal customer base, can quickly shrink to almost nothing, as happened to Northern Rock, who had been the main sponsors of Newcastle United for many years. Having ambitions bigger than your pockets these days can do a lot of damage in a very short period of time.
Of course, as Ashley himself has suggested, Newcastle’s problem may simply be that their carpetbagger wasn’t rich enough, a multi-millionaire in a world of multi-billionaires. The owners of Chelsea and Manchester City are unlikely to walk away because they can no longer afford to keep their clubs going (though the heavily indebted owners of Manchester United and Liverpool may well be forced to do so). But Roman Abramovich might still tire of the diminishing returns he’s getting at Chelsea, both on and off the pitch, and decide to shift more of his resources into Russian club football, where the rewards are potentially greater. The Abu Dhabi United Group could come to feel that Manchester City is, in the end, just too Mancunian for their tastes, and instead decide to build up the football economy in the UAE, perhaps by offering passports and riches to players who can make the country a competitive force in international football. What happens then? Chelsea and Manchester City will still have their fans, but the fans will no longer have clubs whose finances and status reflect their local levels of support. Instead, they will be left with clubs that have been blown out of all proportion, and teams that start playing as if the air were leaking out of them, as Newcastle are playing at the moment. If clubs like Chelsea and Manchester City are lost to their loyal fans, it won’t be because foreign owners come along and steal them; it will be because those owners hand them back and the fans have to watch the clubs go pop before their eyes.
The transformation of Wimbledon FC into MK Dons already seems to belong to another era, when clubs were still chasing the money rather than waiting for it to fall into their laps. This season, feeling the absence of a team to support, and realising it’s easier to get from where I currently live in Cambridge to Milton Keynes than it ever was for me to get to Plough Lane, I have started going to watch the occasional game at stadium:mk, the brand-new, 22,000-seat, all-purpose arena where the MK Dons now play. Last season, managed by Paul Ince, who has since become the first black British manager to get a job in the Premier League at Blackburn Rovers, MK Dons got promoted to League One, where they are now managed by Roberto di Matteo, a glamorous Italian who used to play for Chelsea. Di Matteo looks a bit out of place in his lovely charcoal-grey suit, standing on the touchline of stadium:mk, trying to coax a performance out of his team in a ground that is usually two-thirds empty. Still, MK Dons seem like a well-run club, and they are probably on the up. Attendances are slowly increasing, and the team has established a solid fan base in the local community. Much of the rancour surrounding the move from South London appears to have dissipated.
Of course, it hasn’t really dissipated in South London, but in 2002 diehard fans of Wimbledon FC created a new club in its place, AFC Wimbledon, who are also on the up, having progressed through four tiers of non-league football into the Conference South, now only two divisions below the Football League proper. It’s not impossible that MK Dons and AFC Wimbledon could find themselves playing each other in a few seasons’ time. Equally, it’s not impossible that MK Dons could replicate the amazing rise of Wimbledon FC and make it all the way to the Premier League – it still happens occasionally, as Hull City have shown in rising through the four divisions of the football league in just five seasons. Teams like MK Dons and Hull (whose recent success has also coincided with a move to a new, purpose-built stadium) rely on local support, good management and plenty of luck to prosper. But they will almost certainly never experience the kind of luck currently being enjoyed by Manchester City, who if things go well could find themselves champions of Europe within a few seasons. I don’t know how I would feel about that prospect if I supported the club – it seems to come uncomfortably close to making a mockery of the whole thing. But then I’m not a real football fan.

David Runciman teaches politics at Cambridge. He is the author of Political Hypocrisy and co-author of Representation, published by Polity Press.


A tradução - e adaptação - desse texto saiu no Portal UOL e segue na postagem que fiz na sequência. Leiam e desfrutem.

Jogatina de bola

Inserção do futebol inglês na economia internacional transformou as equipes em marcas, e as próprias torcidas se tornaram um capital de marketing

O setor financeiro quer o pacote completo: um senso de história, o rugido dos torcedores leais, a sensação de excitação

Robinho resumiu essa nova realidade ao declarar, na chegada ao Manchester, o quanto estava satisfeito por jogar no Chelsea

DAVID RUNCIMAN
Quando era mais moço, eu torcia por um time de futebol, que já não existe, o Wimbledon FC. A equipe jogava no Plough Lane, estádio pequeno e cambaio em uma parte feia do sul de Londres, e seu estilo de futebol era duro e robusto.Isso desagradava os adversários, mas aquecia o coração dos torcedores, especialmente quando permitia que a equipe superasse times mais sofisticados e fastidiosos, que muitas vezes jogavam lá como se tivessem pregadores de roupa nos narizes.Quando o Wimbledon foi convidado a integrar a Football League, em 1977, na quarta divisão na época, passei a me considerar torcedor e a fazer a longa jornada até o final da linha District, para assistir a partidas contra equipes como o Rochdale e o Darlington.Após apenas duas temporadas na quarta divisão, o time conseguiu subir para a terceira, mas caiu de volta na temporada seguinte. O mesmo fenômeno se repetiu nas duas temporadas subsequentes, com ascenso seguido de descenso.No começo dos anos 80, o Wimbledon, que atraía públicos regulares de apenas alguns milhares de torcedores e punha em campo uma equipe de jogadores sólidos, mas não espetaculares, parecia ter encontrado o seu lugar no futebol.Mas então aconteceu algo completamente inesperado. O Wimbledon subiu em 1983, e isso foi seguido não por uma queda mas por novo ascenso; depois de duas temporadas reconhecendo o terreno na segunda divisão, o time subiu ainda uma vez, chegando à primeira divisão.Subitamente, eu estava indo a Plough Lane para ver o Wimbledon enfrentar equipes como o Manchester United, o Arsenal e o Liverpool.
AzarãoMas, surpreendentemente, o Wimbledon se deu bem na primeira divisão e manteve seu posto entre os grandes times do país por inacreditáveis 14 temporadas. Em 1991, o time teve de se mudar para o estádio de Selhurst Park, dividido com o Crystal Palace, quando se tornou claro que Plough Lane não poderia ser adaptado.Um ano mais tarde, o nome da primeira divisão passou a ser Premier League, e o dinheiro começou a fluir ainda mais para os grandes clubes, o que tornava a posição do Wimbledon, uma equipe que nem mesmo tinha estádio próprio, ainda mais precária.E, como todos os times pequenos, teve que vender muitos de seus melhores jogadores.Um desses era John Fashanu. Ele disputou a partida que capturava o absurdo essencial da história do Wimbledon, tanto para os torcedores do time quanto para seus rivais: a final da copa da Football Association de 1988, na qual enfrentaram o Liverpool, então o melhor time da Inglaterra, e o derrotaram por um a zero.Nas temporadas seguintes, comecei a perder o interesse pelo Wimbledon e a assistir cada vez menos jogos.Quando me perguntavam por que deixara de torcer por eles, às vezes respondia que não fazia muito sentido continuar torcendo depois que o time conquistou a copa da FA, mas percebia o quanto isso soava pedante e estúpido, e por isso desisti de explicar. Ainda assim, fiquei feliz por não ser um verdadeiro torcedor de futebol quando testemunhei o que aconteceu com o Wimbledon.As novas realidades financeiras do futebol inglês -aqueles que já têm muito receberão ainda mais, e os demais terão de lutar pelas migalhas- finalmente se fizeram sentir na equipe na temporada de 1999/ 2000, quando o time foi rebaixado da Premier League.Incapazes de obter licenças de construção ou financiamentos para a construção de um novo estádio para o time no sul de Londres, os proprietários surgiram com a radical proposta de transferir o time a outro lugar, no qual pudessem expandir sua base de torcedores e garantir o futuro do clube. Para indignação e consternação dos torcedores da equipe na região sul de Londres, o local escolhido foi Milton Keynes, uma cidade de rápido crescimento no centro da Inglaterra, que não contava com um time de futebol profissional.Para surpresa de ninguém, assim que se tornou claro que a equipe estava planejando abandonar seus torcedores locais, a torcida desapareceu do estádio, e a situação financeira do Wimbledon se agravou ainda mais. Em 2003, o clube entrou em concordata.No ano seguinte, mandando suas partidas no estádio nacional de hóquei sobre a grama de Milton Keynes, o time voltou a ser rebaixado, para a League One, antiga terceira divisão.Àquela altura, o Wimbledon FC foi adquirido por um empresário musical morador de Milton Keynes, Pete Winkelman, que mudou o nome do time para MK Dons.Em 2006, o MK Dons voltou a cair, para a League Two, a velha quarta divisão por meio da qual a equipe iniciara sua jornada no futebol profissional menos de 30 anos antes.Nenhuma equipe da liga inglesa havia sido afastada de seus torcedores pelos proprietários, como ocorreu nesse caso, ainda que episódios semelhantes tenham se repetido inúmeras vezes nos EUA, onde times são transferidos para o outro lado do país por proprietários em busca de mercados novos e mais lucrativos.Assim, a transferência do pequeno Wimbledon para uma cidade localizada a 110 quilômetros de distância parecia indicar a iminente americanização do futebol inglês, que colocaria lealdades tradicionais à mercê de empresários enxeridos para os quais um time é nome e nada mais.Observando a situação, passados quatro anos, fica claro que os torcedores tinham motivos para preocupação, ainda que estivessem preocupados com a coisa errada. A transferência geográfica jamais foi uma opção séria para times de futebol inglês, porque não existem muitos locais do país em que não exista um time.
Mais que estilo de vidaMesmo assim, apesar das dificuldades inerentes que afastar um time de futebol inglês de sua origem geográfica acarreta, os enxeridos chegaram.Um ano antes que Winkelman adquirisse o Wimbledon, outro empresário de sucesso, Roman Abramovich, tomou o controle do vizinho Chelsea e iniciou o processo que faria do time uma potência do futebol internacional, tratando-o o tempo todo como uma espécie de brinquedinho pessoal.Desde então, quase todos os grandes times ingleses tiveram seu controle tomado por estrangeiros. Manchester United, Liverpool e Aston Villa são controlados por americanos.No Arsenal, há uma disputa pelo controle entre o norte-americano Stan Kroenke e o magnata uzbeque Alisher Usmanov. O West Ham pertence a islandeses, ainda que no momento provavelmente esteja em mãos dos credores do sistema bancário falido da Islândia.O Portsmouth parece pertencer ao russo Aleksandr Gaydamak (embora ninguém saiba ao certo). E, há pouco, o Manchester City foi adquirido pelo Abu Dhabi United Group for Investment and Development, o que o torna o time mais rico do mundo -ou ao menos o time com os mais ricos proprietários do mundo, o que pode não ser a mesma coisa.Nenhum desses times precisou se mudar para seguir o dinheiro. Em lugar disso, o dinheiro foi até eles. O que esses novos proprietários parecem desejar do futebol inglês é uma participação em um negócio glamouroso e dinâmico, com vasto apelo mundial.Isso significa que muitos times da Premier League se mudaram, nos últimos anos, sem que precisassem transferir suas instalações físicas: simplesmente se mudaram para a economia internacional, onde podem ser comercializados como marcas internacionais.De fato, para fins de marketing, raízes locais são importantes: clubes como o Manchester City, com base de torcedores apaixonados, são ótimo veículo para proprietários com ambições que se estendem para além de Manchester.Pois na TV parece melhor ter um estádio lotado de torcedores que parecem de fato envolvidos com o time do que um estádio no qual os torcedores começaram a tratar o time como uma espécie de acessório de estilo de vida, mais ou menos como os proprietários o fazem.Isso, aliás, vem sendo um problema para o Chelsea e um dos motivos para que a equipe ainda não consiga se equiparar aos times mais tradicionais em termos de apelo internacional.O setor financeiro internacional quer o pacote completo, quando se trata dos times de futebol: um senso de história, o rugido dos torcedores leais, a sensação de excitação.O nome de maneira nenhuma é a essência da marca, e talvez seja algo dispensável ou ajustável.Quando os novos proprietários do Manchester City começaram a alardear sua aquisição, usavam as camisas azuis do time, mas dotadas da inscrição Abu Dhabi, nas costas.A verdade é que é mais provável que um time chamado Abu Dhabi United termine jogando em Manchester do que vermos o Manchester City jogando em Abu Dhabi.O primeiro astro a ser recrutado com o dinheiro árabe, o brasileiro Robinho, adquirido do Real Madri pela quase inacreditável soma de 32,5 milhões, resumiu essa nova realidade ao declarar, na chegada a Manchester, o quanto estava satisfeito por ser parte do time do Chelsea.Na verdade, não importa muito que os jogadores não saibam onde estão, desde que os torcedores estejam lá para recebê-los. O que esses novos proprietários desejam é um clube com senso claro de identidade, em torno da qual possam construir suas elaboradas fantasias pessoais.Ou seja, os torcedores ainda valem alguma coisa.
Novo WimbledonÉ claro que a raiva não se dissipou na parte sul de Londres, mas em 2002 os torcedores mais radicais do Wimbledon FC criaram um novo time em seu lugar, o AFC Wimbledon, que também está em ascensão.A equipe já passou por quatro níveis de ascenso e agora está só dois degraus abaixo do futebol profissional. Não é impossível que o MK Dons reproduza a ascensão espantosa do Wimbledon FC e chegue à Premier League. Isso ainda acontece, como demonstrou o Hull City ao subir quatro divisões em apenas cinco temporadas.Equipes como a do MK Dons e a do Hull dependem do apoio local, de boa gestão e de muita sorte. Mas dificilmente se beneficiarão de sorte como a que o Manchester City desfruta.Não sei como eu me sentiria quanto a essa perspectiva se torcesse pelo time. Essa ideia me parece desconfortavelmente próxima de um insulto àquilo que o futebol verdadeiro representa. Mas eu não sou um verdadeiro torcedor.

DAVID RUNCIMAN é professor de ciência política na Universidade de Cambridge. A íntegra deste texto saiu no "London Review of Books". Tradução de Paulo Migliacci.

Coisas básicas, simples e óbvias

por Tostão.

Dias atrás, escutei em um programa de rádio um "especialista" enumerar as dez características de um vencedor. Não tenho nenhuma delas. Não sou um vencedor nem quero ser, no sentido de ser um objetivo de vida.

Apesar de não ter nenhuma das dez características, acho que fui bem nas minhas atividades de atleta profissional, médico, professor de medicina, comentarista de TV e de rádio e colunista de jornais.

Não fui melhor porque não tenho nem tive outras virtudes, que não estão entre as dez citadas.

Vivemos uma época de pressa, de simulações, de coisas espetaculosas, exageradas, do desperdício (a farra vai diminuir com a crise financeira) e também dos especialistas de coisas óbvias, que querem criar manuais para tudo.

Com frequência, existe um especialista dizendo na TV que o segredo para administrar bem o dinheiro é não gastar mais do que ganha.

Eureca!

No futebol, os especialistas de motivação, de auto-ajuda, adoram dizer que se alguém mentalizar bastante, pode conseguir coisas que não imagina. Citam sempre pessoas que deram a volta por cima, como se todos fossem iguais. Cada um faz do seu jeito. Há várias maneiras de ser um vencedor e um perdedor.

Seguir a moda é uma característica do ser humano. É mais seguro. Basta um jogador dizer ou fazer alguma coisa, para os outros repetirem. Parecem robôs, guiados por seus empresários.

Isso não é só entre os atletas. Foi só um comentarista pedir a convocação de Amauri, da Juventus, para a Seleção Brasileira, para tantos falarem o mesmo. Ainda bem que Dunga não foi atrás. Amauri é um bom atacante, mas Luís Fabiano, Pato e Adriano são melhores.

No Brasil, a moda é jogar com três zagueiros.

Na verdade, não é mais moda já que muitos times jogam assim há vários anos. Para funcionar bem, os zagueiros precisam ser rápidos para chegar à lateral, os alas têm que ser armadores, e o time precisa ter pelo menos um volante, que marca e chega bem ao ataque. O São Paulo tem tudo isso.

Já a moda na Europa é atuar com um centroavante e mais um atacante de cada lado. Para funcionar bem, esses "pontas" precisam ser velozes, habilidosos, capazes de marcar e chegar rapidamente na frente, para cruzar, ou entrar pelo meio, para finalizar. Há grandes jogadores fazendo isso, como Cristiano Ronaldo, Messi, Henry, Robinho e Robben. Apesar das confusões fora de campo, Felipão deve ainda sonhar com Robinho no Chelsea.

Alguns times brasileiros começam a jogar com dois atacantes pelos lados, embora não exista formação desses atletas nas categorias de base. Cuca joga assim há vários anos. Se um time conquistar um título importante, outros irão fazer o mesmo, como aconteceu com os três zagueiros do São Paulo.

Não há um esquema tático ideal. Vai depender das características dos jogadores. Isso é óbvio, simples, básico, um lugar-comum. Mesmo assim, muitos técnicos não sabem nem fazem isso.

Os grandes talentos são os que conhecem profundamente o básico, enxergam o óbvio, executam bem as coisas essenciais e tornam simples o que é complexo.



Sem dúvida alguma, Tostão é um dos melhores e mais oportunos jornalistas esportivos do Brasil. Sabe o que dizer e quando dizer. Suas pequenas colunas, semanalmente circuladas nos principais veículos impressos de cada Estado, trazem mais do que o ''tema do momento''. Trazem crítica, análise e visão particular, tudo salpicado com uma boa dose de humildade. Como era em campo é na vida e na redação: um craque. Sempre que puderem, leiam ao eterno ídolo celeste.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Mais caro, mais escandaloso, mais...

Por Juca Kfouri


As figuras de Carlos Nuzman e Orlando Silva Jr.

Não há limites para a voracidade do COB e do PC do B, que aparelhou e controla o Ministério do Esporte.Não há dia em que o “Diário Oficial” da União não traga a oficialização de gastos e mais gastos. O lema olímpico, “mais alto, mais forte, mais rápido”, que, aliás, ofende o movimento paraolímpico por motivos óbvios, encontrou nova definição diante do apetite gastador do COB e do ministério.

Mais caro, mais escandaloso, mais vergonhoso e muitos outros mais, entre estes, mais cínico, mais hipócrita, mais mentiroso e mais certo da impunidade.

Sim, porque, enquanto gastos desmedidos são aprovados até para comprar a roupa dos cartolas que viajam de primeira classe para cima e para baixo, vemos que nada do que se prometeu para o Pan-2007 foi de fato cumprido, além das notícias de que até quem embarcou no engodo de comprar apartamentos na Vila Pan-Americana, empreendimento capitaneado por amigo do rei, está querendo o dinheiro de volta devido à precariedade e à insalubridade da obra.

E o Tribunal de Contas da União, que ensaiou ser rigoroso, mais de um ano depois do fim dos Jogos, parece ter enfiado o rabo entre as pernas e aquietado.

Um saudável movimento de grandes empresários que queriam assumir o comando das ações foi devidamente sabotado pelo governo fluminense e pelo presidente do COB, transformando a dupla caótica Orlando Silva Jr./Carlos Arthur Nuzman num trio não menos terrível.

E tudo por um projeto que tem tanta chance de ser vitorioso como tem o sertão de virar mar e o mar de virar sertão.

Não bastassem os planos grandiosos de construção de estádios pelo país afora para a Copa de 2014, que, ao menos, deverá mesmo acontecer no país, temos que conviver com a fantasia olímpica. Enquanto isso, ginastas como Diego Hypólito e Jade Barbosa ficam ao relento, sem patrocínio e sem clube, para não falar da educação, da saúde etc.

Márcio Braga, o original, não o que está aí, um dia disse que João Havelange tinha casado a filha com o presidente errado, alusão ao matrimônio dela com o cartola da CBF, e não com o então mandachuva da CBV.Hoje, provavelmente, não diria mais. Porque, depois de ter brilhado no vôlei, Nuzman virou uma caricatura perfumada de si mesmo no COB, à altura das trapalhadas de Ricardo Teixeira, com quem não se dá.

E Orlando Silva Jr., ao carregar a mala de um cartola para cá e do outro para lá, enrola-se nas Timemanias da vida, de fracasso em fracasso, um bolerão digno do saudoso cantor das multidões. Nunca dantes neste país…

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Pai Zau e suas previsões para 2009.

Como todos viram meu amigo Gutemberg informou, portanto eu vou analisar.

A começar pelo mais querido da cidade. O alvinegro do Parque São Jorge se reforçou bem mas não investiu em ninguem, exceto Ronaldinho, com a qualidade de Washington, Arouca, Lúcio Flávio, Keirrison ou Bolaños. Mas isso não parece ser problema para o gaúcho Mano Menezes que acaba contando com um elenco mais forte que seus rivais alviverde e praiano.

Pelas mãos de Mano Menezes o timão virá esse ano a seguir o esquema mais moderno, já implantado na Série B: 4-2-3-1.

O quarteto defensivo não tem dúvidas, Alessandro, Chicão, Willian e André Santos. Alessandro, Chicão e Willian são os porta-vozes do treinador, que ainda conta com Túlio para fazer esse papel mais a frente. Alessandro, de excelente passe e inteligência, e André Santos são comumente vistos no ataque com os 'pontas', Morais e Dentinho.

No meio campo Cristian parece que já ganhou a posição. Ganhou na disposição e consciência tática. O seu companheiro de volância ainda não está definido, mas me parece que será Túlio o titular, por sua liderança dentro de qualquer elenco. Porém, o Mano já percebeu que Elias faz essa função com extrema dinâmica, pois é um jogador que marca e se projeta no ataque com muita agilidade, assim como Cristian.

Douglas, ou melhor, Zidouglas. Não preciso falar nada do 10.

Nas ''pontas'' aparece a atual dor de cabeça do treinador, uma vez que Dentinho está na seleção sub-20 e Morais suspenso por socar o Marquinhos do Avaí, ex-bambi. Portanto o´gaúcho já demonstrou que no momento seu time joga com Cristian e Túlio, Elias cai pela direita e Jorge Henrique pela esquerda. Confesso que pelo estilo de jogo, prefiro ver o Lulinha jogando aberto na direita pois o futebol dele casa muito bem com o de Alessandro. Pela dinâmica, o time com Lulinha exige a presença de Elias na função de 2º homem de meio e de marcação.



O tricolor foi quem melhor contratou.
Rodrigo era um ponto fraco do time de 08 e para isso o tricolor fechou com Renato Silva.
A falta de um camisa 10 foi a prioridade dos cartolas da Vila Sônia. Muitas apostas foram feitas para 09 e creio que dificilmente todas venham a falhar. Os dirigentes fecharam com Arouca e Júnior César, ambos do Flu. Você irá me perguntar: mas um é camisa 8 e outro é 6, não era um 10? aí que está, com a chegada de Arouca o atual tri nacional poderia escalá-lo junto a Jean e avançar Hernanes para que ele exerça essa função ou então manter a dupla Hernanes-Jean e escalar Júnior César na esquerda, assim Jorge Wagner ganha liberdade para jogar no meio campo, assim como jogava no Corinthians campeão paulista de 2003, quaando deixou 2 gols nas redes de Ceni na decisão.
Ou, se tudo der errado, o Muricy volta a jogar com Hugo na armação.
Washington dispensa comentários. É titular absoluto do ataque tricolor. Creio eu que pelo estilo de jogo o Dagoberto sai na frente, mas pela qualidade técnica o Borges ficaria com a posição.

Em meio à crise econômica e, pricipalmente, política interna do clube o verdão demorou a se reforçar e parece ser o time com maiores carências entre os 4 grandes. Hoje o verdão apresentou Edmilson que será peça chave dos italianos.
O Palmeiras está de zaga nova, Danilo e Maurício, e laterais também, Capixaba e Jéfferson. Nas alas não tenho dúvida que o verdão perdeu, e muito, em qualidade - antes contava com Elder Granja e Leandro. Já a defesa ganhou a segurança de Danilo, mas creio eu que podia ter mantido o ídolo da torcida Roque Jr.
Entre os volantes o verdão perdeu o talento de Léo Lima e não repôs. Conta com Pierre e Sandro Silva, além de Evandro, que é mais ofensivo e de excelente passe.
Digo que o Edmilson será peça chave pois ele saberá compor o 3º homem defensivo ao lado de Danilo e Maurício, além de encostar com Pierre, principalmente quando o Luxa escalar Cleiton Xavier para jogar junto ao Diego Souza. Assim os fracos alas segurariam mais e o verdão alternaria o 3-5-2 para o 4-4-2 durante toda a partida.
O menino Keirrison, rrison em homenagem ao eterno Morrison, é outro que dispensa comentários, mete gol com muita facilidade, um craque.
Para ajudar o jovem centroavante o verdão conta com Willians, Marquinhos e, argh, Lenny.



O peixe, como disse nosso amigo Gute, "não mete medo em ninguem". Não mete pq esperam resultado acontecer para analisar.
Mesmo perdendo um de seus principais talentos, Kléber, o Santos vem com um time fortíssimo para 09, resta saber se não haverá nenhum problema durante a temporada, pois falta suplentes ao alvinegro praiano.
A zaga formada por Adailton e Domingos é um tanto caneleira mas é apta, ainda mais sabendo que a frente deles se tem Rodrigo Souto e o esforçado Brum.
Para as laterais o peixe conseguiu fechar com Léo, Triguinho e Luizinho. Os dois primeiros disputam uma posição e me parece que Triguinho sai na frente. Luizinho parece ser um jogador razoavel e espero ele jogar mais para comentar, mas caso não dê certo o Triguinho já atuou bastante vezes pela direita.
O peixe traz, assim como eu imagino vê-lo, o mesmo esquma do timão: 4-2-3-1.
E aí que está o ponto forte do time do rei. Com o maestro Lúcio Flávio - que já vestiu a 7 do Garrincha e agora veste a 10 do Pelé - centralizado, o peixe tem dois ótimos jogadores para jogar nas laterais do campo: "o foda" Mádson, ex-Vasco, e Bolaños, que não é o Chaves mas joga mais que o Luis Pereira e o Barbirotto juntos.
Esse trio Lúcio Flávio-Mádson-Bolaños tem tudo para encantar no futebol brasileiro.
Quem ganha é o reggaeiro torcedor do peixe e principalmente o matador Kléber - agora que o Kléber-lateral deixou o time ele pode voltar a ser chamado como nos tempos de Atlético Paranaense e México - que, se foi artilheiro com um time sem armador, imagina com 3!!!
Vamos esperar para ver, mas o futebol paulista está de parabens dentro do campo.
Fora dele segue o mesmo fascismo de sempre.
Em breve voltarei com a análise dos times do interior e dos principais times do Brasil.
abraços,
Pai Zau.


domingo, 25 de janeiro de 2009

Corinthians Paulista, a escola de futebol.


Caros e caras, faz tempo que não escrevo aqui no blog e como meu amigo Gutemberg prestou-se a escrever os últimos 2 textos vou escrever algo como resposta.

Para começar, nada melhor do que enaltecer a melhor categoria de base do Brasil, escola do Rei(foto) e maior vencedora da Copa SP de futebol juniores, sempre decidida no palco mais charmoso da capital.

O campeonato

Metade dos fiéis não acreditavam, metade são realmente loucos. O Corinthinhas, ou Timãozinho, passou todo o certame jogando na cidade de São Carlos, a Atenas Paulista, com o intenso apoio de seus fiéis torcedores, porém poucos viam a equipe do Ladeira como candidata ao título.

Logo na primeira rodada, enquanto o Corinthinhas, sem Marcelinho, empatava com o Paraibano, os rivais Palmeiras, São Paulo e Cruzeiro enfiavam 5 em seus adversários. O Santos, de Neimar, deixava 4 pra conta do CENE, do Ceni.

Na segunda rodada Marcelinho começa a partida frente ao Democrata-MG e anota logo um hat-trick. 3-0 timão, novo alento aos loucos. Já o tricolor e a raposa seguiam goleando, 10-0 e 4-0, respectivamente. Palmeiras e Santos seguiam 100% também.

Na terceira rodada a primeira decisão para o Corinthinhas. Jogando contra o time local o timãozinho precisava vencer, e com gol de Marcelinho no final o alvinegro garantiu a classificação. São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro e Santos, seguiam 100%. Destaques para as goleadas aplicadas por Atletico Paranaense, 10-0, Santos, 6-2, e Fluminense, 6-1.

A segunda fase chegou e as apostas não saiam de São Paulo, Santos, Cruzeiro, Inter e Grêmio. Flu, furacão e timão corriam por fora.

O trico(f)lor e a raposa anotaram 5-0 em Juventus e Juventude, respectivamente. O peixe e o Saci aplicaram 4-0 em Rio Branco e Guarani. O Grêmio, atual campeão brasileiro juniores foi eliminado pelo forte - fisicamente mesmo - time do furacão. Corinthians e Flu, os times que mais venceram a copinha, ganharam seus confrontos com resultados justos sobre Sertãozinho e Rio Claro.

Nas oitavas-de-final enfim uma boa atuação do Corinthinhas. 3-1 na macaca campineira.

O tricolor e o Cruzeiro seguiam goleando e encantando. 4-1 pro time do Morumbi sobre o Barueri e 2-1 para a raposa sobre o Peixe. O flu se classificou novamente com um resultado simples e o furacão à base dos tiros alternados.

O campeonato se afunilava e as decisões chegavam.

Nas quartas-de-final o tricolor recebeu o Inter e conseguiu a classificação nos penaltis. Atlético Paranaense e Cruzeiro fizeram o melhor jogo do campeonato, 5-4 em um jogo cheio de alternativas e imaturidades, dignas de um campeonato sub-maioridade. O timãozinho se viu diante dos moleques de Xerém, a melhor base do Rio, e não tomou conhecimento, 3-0 na melhor partida do alvinegro.

Nas semis o expressinho do Morumbi enfrentava o copado furacão enquanto o Corinthians recebia em seu estádio - o Pacaembu para os ignorantes - o Avaí, equipe recém ascendida à primeira divisão nacional, que havia eliminado o Paraná, Goiás e Vaxco.

Tudo indicAVA que teriamos um clássico daqueles na final. Ava mesmo, porque o expressinho, cagão como o expresso, permitiu a virada do time da baixada. 2-1. Já o Corinthinhas, diante de sua fanática torcida, fez partida fraca tecnicamente contra o leão da ilha e decidiram nos penaltis. Destaque para o golaço de empate do Corinthians, anotado por Marcelinho, de falta como o ídolo.

A final nosso amigo Gutemberg já relatou e nem quero me prender a muitos detalhes. É campeão, mané!!!

O clima

O despertador tocou eram 9:10. O despertado só conseguiu acordar as 9:50. O horário e o dia não ajudava, 11horas da madrugada em pleno domingo? só pra quem é fiel mesmo.

De todos os lados saiam os fanáticos com suas bandeiras. Eram motos, carros e transeuntes, 35mil prontos a se aglomerar no cimentão, mais quente que de costume, devido ao calor do meio-dia.

Em todos os vagões do metrô se via e ouvia que o Corinthians é a vida, é a história e também o amor.

No Paulo Machado de Carvalho os amigos de sempre se encontravam para ver o Corinthians Paulista ser campeão pela primeira vez no ano, todos eufóricos lembravam de 95, quando o timãozinho abriu a série de títulos: Carnaval com a Gaviões, Campeonato Paulista em cima dos porcos e Copa do Brasil frente ao Grêmio.

Outros preferiam lembrar de 99, quando o timãozinho de Kléber, Ewerthon e Gil venceu o Vasco e começou o ano no pé direito, de Edu, e numa perna só o terminou. Bi-brasileiro no final do ano e Mundial no começo de 2000.

Os de memória mais fraca lembravam melhor do bi da copinha em 04-05. A primeira contra do São Paulo, a segunda diante do Nacional da Barra Funda.

A verdade é que a copinha sempre nos trouxe bons fluídos e a torcida estava ciente disso.

Dentro do estádio grande festa de todas as torcidas do timão. A Gaviões era o coro a ser seguido, mas a Camisa 12 e a Pavilhão 9 estavam em um número pra lá de respeitável.

Os Fanáticos, maior torcida organizada do Atlético Paranaense, compareceu com 1 ônibus só de linha-de-frente. Trouxeram 3 faixas, uma grande com o nome da torcida e a bandeira do Brasil, outra com a bandeira nacional e o símbolo do Atlético e outro com o Bob Marley e o Che Guevara. Entre os figuras se destacava um branquelo, careca, de coturno e suspensório que olhava para os torcedores alvinegros que o ameaçavam e fazia sinais absolutamente racistas.

O clima esquentava na divisa das torcidas e a vigilância já se armava para não haver os típicos confrontos na saída. Quando o timãozinho anotou o segundo tento a polícia pediu para os Fanáticos pegarem as suas coisas e sair antes que o jogo acabasse.

Saíram e muitos nem viram o gol paranaense. Pouco importa, para torcedores profissionais.

O que o corinthiano, torcedor que merecia salário maior que qualquer jogador, queria saber mesmo é de comemorar o 7º título da copinha, mesmo depois de muita desconfiança.

Agora vale lembrar que esse campeonato nos vale como cabála e tudo iremos ganhar esse ano, principalmente dia 15, próximo.

O coringão voltou e tu sabe, de Janeiro a Janeiro és religião.

ps. tu não percebeu nada estranho, é? nacionalista, racista e guevarista? a la mierda.
"não é mole não, no Paraná só tem puta e cuzão!"


tchau amigos,
Campeões, mais uma vez!

zau